Bonito MS: População, Agências e Visitantes Se Unem Contra Nova Taxa

Facebook
X
WhatsApp
Pinterest
LinkedIn
taxa-ambiental-bonito-ms

A Prefeitura de Bonito/MS anunciou que, a partir de 20 de dezembro de 2025, todos os turistas passarão a pagar uma Taxa de Conservação Ambiental (TCA) no valor de R$ 15 por dia, por pessoa. A decisão gerou revolta entre moradores, agências, comércios, pousadas, guias e todo o setor que vive do turismo. Trata-se de uma medida arbitrária, imposta sem consulta pública, e que pode ter consequências graves para a economia da nossa cidade e para a experiência de quem sonha em conhecer Bonito.

Por que somos contra essa taxa?

Primeiro, porque ela é inconstitucional. A Constituição só permite criar taxas quando há um serviço público específico e individual prestado ao contribuinte. No caso da TCA, o turista paga apenas por entrar em Bonito. Ele não recebe nenhum serviço direto em troca desse valor. Isso já foi motivo de anulação de taxas idênticas em outras cidades como Morro de São Paulo (BA), Campos do Jordão (SP), Uruguaiana (RS) e Montes Claros (MG).

Segundo, porque Bonito já é um destino com alto custo. O visitante paga transporte, passeios, hospedagem, alimentação, guias, taxas de acesso e muito mais. Cobrar mais R$ 15 por dia afasta justamente quem mais movimenta a cidade: casais, famílias, mochileiros e quem busca os balneários, que são opções mais acessíveis.

Terceiro, porque o trade turístico não foi ouvido. A decisão foi tomada por decreto, às vésperas da alta temporada, sem audiências públicas, sem transparência e sem um plano claro de como esse dinheiro seria usado. A população também está cansada de pagar impostos e ver buracos nas ruas, praças abandonadas e serviços públicos que não acompanham o crescimento do turismo.

Problemas Ambientais: O Verdadeiro Responsável

Outro ponto importante é que os possíveis impactos ambientais em Bonito não são causados pelo ecoturismo regulamentado, que é considerado um dos mais organizados do Brasil e segue à risca todas as normas ambientais e de segurança.

As atividades turísticas autorizadas são feitas com controle de carga, monitoramento constante, plano de manejo e respeito total à natureza. Quem tem falhado é justamente o poder público, que não fiscaliza:

  • Fazendas e propriedades rurais que desmatam morros, alteram nascentes e fazem uso irregular do solo;

  • Desvios de rios e degradação das margens, com impactos reais para a bacia hídrográfica da região;

  • Falta de ação da prefeitura, governo estadual e órgãos ambientais na autuação de crimes ambientais fora da rota turística.

É injusto responsabilizar os turistas e o setor que mais preserva a natureza por problemas causados pela omissão do poder público e a ausência de fiscalização efetiva.

Reuniões na Câmara de Vereadores: Vamos Fazer Nossa Voz Ser Ouvida

Nesta segunda-feira (24), a Câmara Municipal de Bonito irá realizar reuniões para debater a revogação dessa taxa. Esse é o momento de unirmos forças. Moradores, trabalhadores, donos de agências, pousadas, guias, taxistas, comerciantes, estudantes… todos estão sendo convocados a participar.

E você que planeja visitar Bonito ou que já visitou e ama essa cidade: se junte a nós nessa luta. Compartilhe este texto, manifeste sua opinião nas redes sociais, envie mensagem para a Câmara Municipal. Bonito precisa de apoio nacional para impedir que se torne um destino elitizado e cada vez menos acessível.

O Que Defendemos

  • Que qualquer medida seja discutida com a população e o trade.

  • Que se respeite a Constituição e os princípios de legalidade e transparência.

  • Que se priorize alternativas mais justas, como parcerias, doações voluntárias e melhor uso dos recursos já arrecadados.

Bonito pertence a quem trabalha, vive e constrói esse destino todos os dias. Não é justo repassar para o turista e para os empreendedores locais uma conta que não está clara, não é legal e não tem retorno garantido.

Compareça à Câmara. Diga não à Taxa de Conservação Ambiental. Sim ao turismo justo, acessível e responsável.