Os dados de 2026 reforçam a dimensão do turismo de Bonito: mais de 115 mil visitantes estimados, 365 mil entradas nos atrativos em cinco meses e forte expansão da conectividade aérea. Somados ao 19º prêmio nacional de ecoturismo, os números mostram por que o destino continua ocupando um lugar central no turismo de natureza brasileiro.
Conteúdo atualizado em 17 de julho de 2026O assunto da vez é natureza, mas o debate precisa ir além das fotos
As notícias recentes mostram que o ecoturismo brasileiro está entrando em uma fase mais madura. O assunto já não aparece somente em listas de lugares bonitos: as matérias falam de recordes de visitação, novas políticas públicas, crescimento das buscas, investimentos, conectividade e necessidade de proteger os ambientes naturais.
Parques nacionais bateram recorde de público
Uma das notícias de maior peso informa que os parques nacionais brasileiros receberam mais de 11,8 milhões de visitantes em 2025, quase um milhão acima de 2024. O Parque Nacional da Tijuca passou de 4,9 milhões, o Parque Nacional do Iguaçu superou 2,2 milhões e Jericoacoara recebeu mais de 1,3 milhão de visitantes.
Mais do que um ranking, o resultado mostra que áreas naturais organizadas se tornaram parte importante da economia turística brasileira. Para Bonito, essa tendência reforça a relevância do Parque Nacional da Serra da Bodoquena e de toda a paisagem natural conectada aos rios, cavernas, matas e propriedades turísticas da região.
O Brasil passou a tratar trilhas como política permanente
A criação do Sistema Nacional de Trilhas transformou a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade em uma política pública permanente. A proposta relaciona conservação da biodiversidade, recreação, turismo, geração de emprego e desenvolvimento das comunidades situadas ao longo dos percursos.
A notícia interessa diretamente aos destinos de natureza porque mostra uma mudança de visão: trilha não é apenas um caminho aberto na mata. Precisa de sinalização, manejo, segurança, manutenção, acompanhamento e integração com os serviços locais. Esse mesmo raciocínio está presente na visitação organizada de Bonito.
Jalapão confirma a força das buscas por destinos naturais
Outro levantamento colocou o Jalapão entre os dez destinos de ecoturismo mais pesquisados do Brasil, com média de 116 mil buscas mensais. A notícia ajuda a entender o comportamento atual do viajante: antes de decidir, ele pesquisa imagens, compara atividades, procura informações de acesso e tenta saber qual destino combina com seu perfil.
Bonito participa do mesmo movimento, mas possui uma vantagem construída ao longo de décadas: variedade de passeios, sistema de reservas, guias, meios de hospedagem, transporte turístico e possibilidade de organizar vários dias de viagem sem depender de uma única atração.
Turismo de natureza também atrai investimentos
As matérias sobre o mercado apontam o turismo de natureza como um dos segmentos de maior interesse para novos negócios. Isso envolve plataformas de reserva, hospedagens, transporte, equipamentos, guias, alimentação e experiências conduzidas em ambientes naturais.
Esse crescimento traz oportunidade, mas também uma responsabilidade: o investimento precisa fortalecer a conservação e a economia local. Quando a natureza vira apenas cenário para exploração rápida, o destino perde qualidade. Quando a atividade é planejada, ela ajuda a manter empregos e cria valor econômico para rios, matas e fauna preservados.
Mato Grosso do Sul amplia seu protagonismo
O próprio Governo de Mato Grosso do Sul destacou, no fechamento do primeiro semestre de 2026, o protagonismo estadual no turismo de natureza. Bonito, Serra da Bodoquena e Pantanal formam uma combinação difícil de encontrar em outro lugar: águas transparentes, cavernas, cachoeiras, observação de fauna, áreas úmidas e experiências rurais dentro do mesmo estado.
É nesse contexto nacional — e não isoladamente — que Bonito ganha ainda mais importância. O destino funciona como uma porta de entrada para o turismo de natureza de Mato Grosso do Sul e ajuda a projetar outras regiões do estado.
Todo esse avanço traz uma pergunta necessária: como receber mais pessoas sem consumir justamente o patrimônio natural que sustenta a viagem?
O que os cinco primeiros boletins de 2026 dizem sobre Bonito
Os boletins mensais do Observatório do Turismo e Eventos de Bonito-MS acompanham hotelaria, fluxo estimado de turistas, desembarques, visitações em atrativos e desempenho de pontos como a Gruta do Lago Azul e o Parque Nacional da Serra da Bodoquena.
De janeiro a maio de 2026, a estimativa chegou a 115.107 visitantes. Nesse período, foram registradas 365.950 visitações nos atrativos de Bonito e da região. É importante não confundir os dois indicadores: uma pessoa pode visitar vários atrativos durante a mesma viagem, o que demonstra a capacidade do destino de oferecer experiências diferentes ao longo da estadia.
Visitantes estimados por mês
Escala proporcional ao maior mês do período.
Hotelaria acompanhou a sazonalidade
A taxa de ocupação hoteleira foi de 75% em janeiro, 50% em fevereiro, 38% em março, 54% em abril e 42% em maio. O desempenho confirma a força das férias de verão e dos feriados, mas também mostra períodos em que há espaço para distribuir melhor a demanda.
O aeroporto fortalece o acesso direto ao destino
Os desembarques no Aeroporto Regional de Bonito avançaram com força. Foram 19.576 desembarques entre janeiro e maio de 2026, contra 13.123 no mesmo período de 2025 — aumento de 49,2%.
Somente em maio foram 3.693 desembarques, 43,8% acima do mesmo mês de 2025. Azul, Gol e Latam aparecem no boletim, mostrando que a conectividade aérea se tornou um diferencial mais relevante para o destino.
Desembarques no Aeroporto de Bonito
Dados informados pelo aeroporto ao OTEB.
Flutuações continuam no centro da experiência
Em maio de 2026, as flutuações somaram 15.616 visitações e permaneceram como a categoria mais procurada. Balneários registraram 9.009, cachoeiras 8.127 e grutas 7.239 visitações. Os números ajudam a entender por que a qualidade da água, a proteção das nascentes e o controle dos grupos são assuntos econômicos, e não apenas ambientais.
Bonito vence pela 19ª vez
Em março de 2026, Bonito foi eleito pela 19ª vez o melhor destino de ecoturismo do Brasil no prêmio “O Melhor de Viagem e Turismo 2025/2026”.
O destino recebeu 17,6% dos votos, à frente de Fernando de Noronha, com 11,7%, e Foz do Iguaçu, com 11,5%. A votação contou com 11.890 participantes.
Fonte e foto: Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul / Visit Bonito.
Por que o prêmio tem relação com a forma de organizar os passeios
O reconhecimento não se explica apenas pela paisagem. Bonito construiu uma operação turística baseada em horários, reservas antecipadas, acompanhamento de guias e limites definidos pelos atrativos. O Voucher Único também fornece dados que ajudam a acompanhar a visitação.
O sistema não torna o destino imune a problemas, mas cria instrumentos para planejar, fiscalizar e entender a demanda. Em áreas frágeis, como cavernas, nascentes e rios, esse controle é parte essencial da experiência.
- Grupos organizados por horários
- Capacidade limitada nos atrativos
- Acompanhamento profissional
- Equipamentos adequados à atividade
- Dados do sistema de vouchers
- Renda distribuída na cadeia local
Carbono neutro e projeção internacional
Em 2022, Bonito foi apresentado como o primeiro destino de ecoturismo do mundo a obter certificação de carbono neutro. Em 2025, recebeu o AdventureELEVATE Latin America, encontro que reuniu operadores e jornalistas de mais de 20 países. Esses marcos ampliaram a visibilidade internacional do destino e aumentaram a cobrança por resultados ambientais verificáveis.
Prêmio e certificação ajudam na promoção, mas precisam vir acompanhados de trabalho permanente: saneamento, conservação dos rios, mobilidade, gestão de resíduos, qualificação profissional e monitoramento da capacidade de visitação.
O papel de Bonito no novo ciclo do ecoturismo brasileiro
O Brasil possui destinos naturais muito diferentes entre si. Jalapão, Amazônia, Chapadas, Pantanal, Lençóis Maranhenses, Foz do Iguaçu e parques nacionais não precisam seguir um único modelo. Ainda assim, a experiência de Bonito deixa um aprendizado útil: paisagem bonita não substitui gestão.
O desafio agora é distribuir bem o movimento ao longo do ano, facilitar o acesso sem pressionar o ambiente e garantir que o dinheiro da viagem permaneça na região. Os boletins fornecem dados confiáveis para empresas e poder público planejarem promoção, infraestrutura e conservação com mais precisão.
Como o visitante participa dessa conservação
- Reservar com antecedência
- Respeitar horários e orientações
- Não alimentar ou tocar animais
- Não retirar pedras ou plantas
- Permanecer nas áreas autorizadas
- Valorizar guias e serviços locais
Notícias usadas na construção desta análise
Os conteúdos abaixo foram reunidos por tratarem de temas que se complementam: visitação, políticas públicas, procura por destinos naturais, investimentos e o papel de Mato Grosso do Sul.
Mato Grosso do Sul reforça seu protagonismo no turismo de natureza
O balanço estadual destaca o posicionamento de MS e a força de destinos ligados à biodiversidade, à aventura e às experiências ao ar livre.
Ler a fonte oficialSistema Nacional de Trilhas amplia a política de turismo de natureza
A medida transforma a RedeTrilhas em uma política permanente relacionada à conservação, emprego e renda.
Ler a matériaJalapão aparece entre os destinos de ecoturismo mais pesquisados
O levantamento registrou média de 116 mil buscas mensais e mostra como a pesquisa digital influencia a escolha das viagens de natureza.
Ler a matériaParques nacionais passam de 11,8 milhões de visitantes
O recorde reforça a procura por trilhas, cachoeiras, paisagens e experiências ao ar livre no Brasil.
Ler a matériaTurismo de natureza atrai novos investimentos
A expansão do segmento movimenta empresas de roteiros, tecnologia, hospedagem, equipamentos e experiências de aventura.
Ler a matériaBonito conquista o 19º prêmio nacional de ecoturismo
O destino liderou a votação popular com 17,6%, superando Fernando de Noronha e Foz do Iguaçu.
Ler a fonte oficialContinue planejando sua viagem a Bonito
Perguntas frequentes
Bonito é o melhor destino de ecoturismo do Brasil?
Bonito foi eleito pela 19ª vez o melhor destino de ecoturismo do país no prêmio “O Melhor de Viagem e Turismo 2025/2026”, divulgado em março de 2026.
Quantos turistas Bonito recebeu em 2026?
O OTEB estimou 115.107 visitantes entre janeiro e maio de 2026. O número não deve ser confundido com as 365.950 visitações registradas nos atrativos, pois uma pessoa pode realizar vários passeios.
O acesso aéreo a Bonito cresceu em 2026?
Sim. Os desembarques no Aeroporto Regional de Bonito cresceram 49,2% entre janeiro e maio, passando de 13.123 no mesmo período de 2025 para 19.576 em 2026.
O que torna Bonito uma referência?
Além dos rios transparentes, cavernas e cachoeiras, o destino trabalha com reservas, horários, acompanhamento de guias, limites de visitação definidos pelos atrativos e registros pelo sistema de Voucher Único.
Qual atividade recebeu mais visitas em maio de 2026?
As flutuações lideraram com 15.616 visitações, seguidas pelos balneários, com 9.009, e pelos passeios de cachoeiras, com 8.127.
Bonito permanece relevante porque a natureza é tratada como parte do futuro da cidade
O 19º prêmio chama atenção. Os números explicam melhor: turismo organizado, empresas e trabalhadores locais, acesso aéreo em expansão e uma economia que precisa dos rios, matas e cavernas preservados.
Fontes consultadas
- Observatório do Turismo e Eventos de Bonito-MS — boletins mensais de janeiro a maio de 2026.
- Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul — 19º título de melhor destino de ecoturismo.
- Mercado & Eventos — recorde de visitação nos parques nacionais.
- Jornal da USP — conservação, educação ambiental e comunidades locais.
- Governo de Mato Grosso do Sul — protagonismo estadual no turismo de natureza.
- Jornal Opção Tocantins — buscas pelo Jalapão e interesse digital no ecoturismo.
- Diário do Turismo — turismo de natureza e novos investimentos.











